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27/02/2014 19:01

Estudos Culturais e Filosóficos do Superman

(Escrito por: Vitor Martins Menezes)
 
(OBS: O texto a seguir foi um trabalho de pesquisa submetido e aceito no 21º Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP (SIICUSP). O mesmo também foi apresentado oralmente por Vitor Martins Menezes no 21º SIICUSP. E teve como Orientador o Professor Luís Paulo Piassi (Livre Docente da USP))

 

        Os Super-Heróis são personagens do gênero da Ficção que estão claramente presentes na cultura pop. Esses personagens são amplamente encontrados em filmes, desenhos, seriados e principalmente nas Histórias em Quadrinhos.

        As Histórias em Quadrinhos (HQ’s) – também conhecidas como “Bandas Desenhadas” e como “Gibis” – são, sem dúvidas, uma das formas de linguagem mais influente e presente da cultura pop. Pelo fato de possuir uma mídia barata e de grande alcance, o impacto cultural dos quadrinhos foi imediato e duradouro. As HQ’s foram, e ainda continuam sendo, ferramenta de grande importância na construção do imaginário coletivo dos povos ocidentais e orientais (PATATI E BRAGA, 2006).

        As HQ’s que envolvem Super-Heróis, de certa forma, não deixam de abortar claramente temas da Ficção-Cientifica – gênero que nasceu como uma narrativa literária, mas com o passar do tempo se expandiu para outros meios como filmes, seriados, games e até mesmo as Histórias em Quadrinhos (ARAGÃO, 2012).

            Na maioria das vezes, as melhores HQ’s de super-heróis, mesmo que o público não perceba, abordam temas que cercam a vida dos seres humanos, exemplo: os nossos medos. (MORRIS; MORRIS, 2009). Já no inicio, e até os dias atuais, as publicações das HQ’s de Ficção-Científica também abordam temas que extrapolam os limites da tecnologia, como por exemplo: robôs altamente tecnológicos, viagens espaciais, entre outros mais (NASCIMENTO, 2013). Além de abordarem perguntas para reflexão, como: O que você faria se descobrisse que possui superpoderes ? Ou seja, seria preciso grandes responsabilidades se isso viesse a acontecer (MORRIS; MORRIS, 2009).

            Um dos personagens mais conhecidos das HQ’s é o Superman, que possui uma vasta ideia filosófica; que será tratado a seguir

        De inicio, vale ressaltar, que os primeiros esboços, feitos por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1933, do Superman, eram diferentes dos que somos acostumados a ver nos dias atuais. O Superman não era um herói, mas sim um vilão que ganhou poderes de um cientista louco. Já no ano de 1934 tudo mudou e o personagem foi recriado, e se tornou o herói, que nasceu em Krypton, e ainda bebê chegou a Terra (MUNDO DOS SUPER HERÓIS, 2006).

            Superman, sem dúvidas foi uma criação que serviu fortemente para confortar a sociedade, que em diversas épocas de lançamentos de seus HQ’s passavam por momentos difíceis, como por exemplo: a Segunda Guerra Mundial. E por ser um excelente exemplo de grande super herói, – por ter as definições de tal, como ser forte, bonito, inteligente, etc. – acabava por de certa forma, mostrando para a sociedade que ela poderia ter algo no qual eles poderiam se confortar e acreditar. Além de poderem se inspirar nele para tomarem algumas atitudes boas.

            Segundo Mark Waid, o Superman se tornou uma instituição cultural. Além de ser um epítome do altruísmo. Que na maioria das vezes, coloca as necessidades das outras pessoas em primeiro lugar. Mas ao analisar isso, surge uma pergunta: “Será mesmo que ele coloca as necessidades dos outros em primeiro lugar ?” (MORRIS, MORRIS, 2009).

            Mesmo sendo um excelente exemplo de heroísmo altruísta, por incrível que pareça, o Superman não age da forma que age colocando as outras pessoas em primeiro lugar. Ele consegue ser esse excelente exemplo de herói altruísta agindo em seu próprio interesse. Ele ajuda quem está em perigo porque sente um forte dever moral; age dessa forma pois os seus instintos naturais e a sua formação no interior dos EUA fazem com que ele haja em prol desses atos de moralidade (MORRIS; MORRIS, 2009).

            É claramente possível de se perceber que Superman é um herói, afinal, ser um herói não é apenas se fantasiar em um belo collant ou ter poderes. Mas ser um herói, segundo Jeph Loeb e Tom Morris, é também, pertencer a um ativismo altruísta e se dedicar ao que é bom. Além de ser capaz de realizar diversos sacrifícios para que determinada coisa venha a acontecer. (MORRIS; MORRIS, 2009). A imagem abaixo retrata melhor algumas características que encontramos com facilidade nos Super Heróis; e em amarelo características que as vezes nos passam despercebidas, mas que também são importantes (ambas as características são encontradas no Superman).

            O Superman precisa realizar diversos sacrifícios para seguir sua jornada. Como por exemplo: deixar a casa de seus pais, a cidade onde cresceu e a garota com quem tinha um vínculo especial. E para realizar tais sacrifícios é preciso ter uma certa habilidade, que acaba por ser uma virtude esquecida por grande parte da sociedade atual. Pois apenas se vê o sacrifício pelo seu lado negativo; e nunca se vê que se realizarmos determinado sacrifício poderemos ter uma “recompensa”. O sacrifício, de certa forma, é um pagamento adiantado ou custo muito alto para que determinado coisa venha a se realizar (MORRIS; MORRIS, 2009).

            Além de tudo, o Superman precisa exercer uma autodisciplina sobre si mesmo, para usar de maneira eficaz e moderada sua força. E se por um acaso, nós seres humanos obtivéssemos esses poderes, mais dúvidas teríamos, como por exemplo: “Como vou usar essa força ?”, “E se alguém descobrisse que eu tenho esse determinado poder ?”. Várias dúvidas, provavelmente, surgiriam em nossa mente. E seria mais do que necessário sabermos lidarmos com elas, para que determinado poder, seja ele qual for, fosse usado da melhor maneira possível. Afinal, grandes filósofos afirmam que os seres humanos são criaturas de hábitos; logo precisaríamos ter uma excelente autodisciplina para não entramos em uma rotina de uso excessivo da força em todas as situações (MORRIS; MORRIS, 2009).

            Retomando o ponto em que o Superman age em beneficio aos outros para que ele mesmo se sinta bem, podemos dizer que ele age dessa forma por sentir a necessidade de pertencer a um local/sociedade. O desejo de pertencer, de fazer parte, é um aspecto fundamental para o ser humano. Os psicólogos dizem que sentimos essa grande necessidade de pertencer pelo motivo vital de nosso bem-estar; que é uma necessidade que fica atrás apenas de nossas necessidades fisiológicas, e para as necessidades de seguranças. Necessidades essas que podem ser “burladas” facilmente pelo Superman (MORRIS; MORRIS, 2009).

            Mesmo que não tenha nascido no Planeta Terra, o Superman passou grande parte de sua vida nela. E acabou por adquirir gostos e hábitos dos seres humanos. Tanto que podemos notar claramente que ele possui uma necessidade de pertencer pelo motivo de que ele não viaja pelo espaço a fora, mas sim se “disfarça” de Clark Kent, como um jornalista, para que possa fazer parte de uma sociedade a qual ele tanto adora, a dos seres humanos. Logo podemos deduzir que ele realmente é um excelente exemplo de herói altruísta, mas agindo assim por interesse próprio; pois não vemos Kal-El “dando as costas” para a sua herança alienígena, muito pelo contrário: ele só se sente “ele mesmo”, quando ele usa e coloca em prática os seus “poderes”. E fazendo isso, todos, inclusive os humanos, saem ganhando (MORRIS; MORRIS, 2009).

            O grande Filósofo Aristóteles, pretendia descobrir a razão/raiz da felicidade, e para isso ele começou a explorar o que é viver com excelência. E é dessa forma, vivendo com excelência, que o Superman vive (MORRIS; MORRIS, 2009).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. LIVRO: "Almanaque Dos Quadrinhos: 100 Anos De Uma Mídia Popular" (Editora: Ediouro, 2006). Autores: Carlos Patati e Flávio Braga.

2. REVISTA: Mundo dos Super Heróis (v. 1, n.1, agosto de 2006). ARTIGO: "Super Dossiê (1) - Superman no quadrinhos".

3. DISSERTAÇÃO DE MESTRADO: "Quarteto Fantástico: ensaio de física, histórias em quadrinhos, ficcção cintífica e satisfação cultural". Autor: Francisco Nascimento Junior.

4. LIVRO: "Super Heróis e a Filosofia: Verdade, Justiça e o Caminho Socrático" (Editora: Madras, 2009). Autores: Matt Morris e Tom Morris.

5. ARTIGO CIENTÍFICO: "Visões Do Pretérito: a Ficção Científica nos quadrinhos brasileiros no século 20". Autor: Octavio Carvalho Aragão Junior.

 

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25/02/2014 21:59

Ecobags: "We are what we do" - Das ideias ecológias às passarelas!

(Escrito por: Catherine Jimenez)
 
 
        Quem nunca viu ou ouviu falar sobre as "ecobags"? Pois bem, após a proibição do uso da sacolinhas plásticas elas começaram a fazer parte do cotidiano de muitos brasileiros e brasileiras! Mas afinal, o que realmente é uma ecobag? Qual sua responsabilidade ambiental? Como a moda está levando isso em consideração?
 
        As ecobags são segundo a Green sense, sacolas reutilizáveis e feitas de algodão ou outros materiais sustentáveis, ou seja, ótimas para substituir as habituais sacolinhas de plásticos que demoram em média mais de 100 anos para a sua decomposição. Um fator interessante é a sua composição, hoje em dia para que um acessório destes ganhe uma etiqueta green, ele necessita comprovar a utilização de materiais como linho, algodão orgâncio, cânhamos e derivações. Sua popularização iniciou devido sua resistência, tempo de decomposição e retornabilidade. Perceba que uma ecobag dura 5 anos e aguenta em média até 50 kg fazendo com que você deixe de utilizar em média mil sacos plásticos. 
 
        Sua origem iniciou em 1997 por meio da Channel (por incrível que pareça!) que para se diferenciar e encerrar com as "sacolas de plásticos" lançou uma substitua, constituida por uma malha plástica dura com acabamento dourado. Tal influência acabou ocasionando a inserção  das ecobags que nas palavras de Érica Navarro, começou em 2007 quando uma designer inglesa chamada Anya Hindmarch criou um movimento chamado "We are what we do" e então concretizou suas ideias por meio de estampas em suas bolsas com os dizeres "I'm not a plastic bag" . A moda começou com preço acessível fazendo com conseguisse se popularizar. Porém, atualmente, encontramos ecobags de estilistas famosas por 750 reais. 
 
        Desta forma, podemos perceber a junção da moda e da sustentabilidade, duas áreas que aparentemente são opostas e que hoje em dia conseguem juntar forças e mostrar nitidamente que nossos objetivos podem sim ser alcançados, a natureza não precisa sofrer devido as nossas futilidades!
 

Foto retirada do seguinte link: umnovoolharsobreoplastico.blogspot.com.br/2012/06/ecobag-e-um-luxo.html
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 

1. SITE: AMBIENTE BRASIL - Tempo de Decomposição dos Materiais. ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/tempo_de_decomposicao_do_materiais.html .

2. SITE: GREEN SENSE - Ecobag. www.greensense.com.br/nossos-produtos/ecobag .

3. SITE: IG - Ecobags ganham as ruas e status de acessório fashion. moda.ig.com.br/dicasdemoda/ecobags-ganham-as-ruas-e-status-de-acessorio-fashion/n1237729930897.html . 

4. SITE: TRÊNDENCIAS - História da Moda - Ecobags. www.trendencias.com.br/historia-da-moda-o-mundo-da-moda/historia-da-moda-ecobags.

 

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20/02/2014 17:21

Ordinário ou Extraordinário

(Escrito por: Silas Gonçalves Lima Rodrigues)
 

Para ter um sucesso absoluto não é necessário um passo a passo ou uma cartilha explicativa, o principal fundamento para tal é simplesmente a combinação da educação com a dignidade. O que nos leva a pensar em grandes exemplos que se destacam ao longo da história, e qual seria o principal motivo para se destacarem?

O que leva uma pessoa do ordinário ao extraordinário? Antes que pense que ordinária é uma expressão maléfica, irei apresentar seu sentido verdadeiro.

Ordinário vem de ordem ou uma sequência, algo que seja hereditário, vulgar, useiro, mais um em uma grande massa.

O ordinário cria uma barreira que sempre impulsionará sua ordem normal, essa barreira pode ser vista pelo preconceito, complexo inferior ou até uma classe social.

Diferentemente o extraordinário não segue a ordem, procura se destacar, vai além do que se permite, é algo raro. Seu potencial ultrapassa o estipulado. Grandes mentes revolucionárias estão dispostas a viver o extraordinário a cada dia.

O filosofo idealista Karl Marx (1818 – 1883) foi um dos destacados extraordinários, Marx sendo um intelectual de muita cultura e família rica optou por abraçar a causa dos trabalhadores. Marx cita que “a luta de classe é o motor da história”, sendo assim essa luta que coopera para que a história se mova. Em “Manifesto comunista” escrito juntamente com Friedrich Engels (1820 – 1895), Marx e Engels comentam sobre uma necessidade que toda sociedade passará, a luta da classe social, sempre haverá um superior e consequentemente um inferior, um ordinário ou um extraordinário.

Retornando a pergunta do segundo parágrafo, o que leva um ordinário ao extraordinário, essa mudança é feita em pequenas atitudes, não é preciso uma ideologia ou um grande embasamento como o de Marx, o que realmente leva ao extraordinário é abraçar a causa, Marx abraçou dos trabalhadores da época. A cada um existe uma causa, algo que te faz sentir bem, que te provoca a sair do comodismo ou simplesmente é admirável. Abrace essa causa e se torne extraordinário para ela, se destaque em sua causa ou em sua necessidade e seja extraordinário.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. LIVRO: Fundamentos da Filosofia (Editora: Saraiva, 2006). Autor: Gilberto Cotrim, Professor de História graduado pela Usp, Cursou Filosofia na Puc – SP, Mestre em Educação e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

2. VÍDEO: “Não seja ordinário”, Conferencista Lúcio Barreto Júnior, Bacharel em Teologia (STEB), Mestre em Teologia (FTSA). Disponível em: www.youtube.com/watch?v=L39ODA6rKzU .

 

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19/02/2014 22:43

“E sobre o “Não Vai Ter Copa” ?”

(Escrito por: Júlia Carolina Soares)
 

As manifestações de 2013 ganharam os noticiários, foram alvos de debates e ícone de muita polemica. Estava enganado quem achou que tudo isso ficaria para trás, hoje elas continuam, mas o assunto  ganhou  foco esse ano para a copa de 2014 que será sediada no Brasil, agora o lema escolhido pelo movimento é “Não vai ter Copa”.

E a questão é: “Será que o Brasil está mesmo pronto para sediar está copa ?” Um pais que ocupa o 85º no ranking de desenvolvimento humano, onde o analfabetismo é alto,  pessoas que morrem esperando atendimento médico  e temos noticias que ainda milhares de famílias tem uma vida precária e passam fome. Será que este mesmo pais precisa de mais estádios ? Pra quem serão esses Estádios ? A maior parte das pessoas beneficiadas vai para quem já tem dinheiro, e o lucro para os brasileiros só será momentâneo. Pessoas e Índios foram expulsos de suas casas e do cetro indígena por estar próxima a área do novo estádio, e ao tentarem protestar foram covardemente feridos por bombas, sprays de pimenta entre outros artefatos. Onde está a democracia do pais ?

Copa e Olimpíadas são sem duvidas eventos ótimos, mas será que é o que precisamos agora?

Os cidadãos brasileiros protestam porque precisam de mais educação, moradia, segurança e atendimento médico adequado, e acima de tudo direitos e respeito!

 
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17/02/2014 01:26

A responsabilidade ambiental: Conceitos, divisões e objetivos básicos

(Escrito por: Catherine Jimenez)
 
        Acredito que quando tratamos do meio ambiente muitas pessoas começam a pensar sobre os assuntos mais clichês e massantes que rondam este ciclo temático. Porém, existem definições, conceitos e atitudes que não são tão bem aplicados e explicados, fazendo com que hajam ideias antiquadas. 
Quantas vezes somos indagados sobre a nossa "Responsabilidade ambiental"? O que seria isso? Será que devemos citar apenas a aplicação da reciclagem? Apenas a civilização deve conte-la? mante-la? E as empresas? O que devemos levar em consideração? Muita calma! Iremos pensar de forma sucinta sobre este tema, de uma maneira simples que todas as pessoas possam entender. 
        Primeiramente, do que se trata a responsabilidade ambiental? Segundo Janiere Portela Leite Paes em seu artigo nomeado "Estudo sobre responsabilidade ambiental", ela conceitua como "A necessidade de revisar os metódos de produção de forma que o sucesso empresarial não seja alcançado a qualquer preço, e sim ponderando os impactos sociais e ambientais consequentes da atuação administrativa das empresas", enquato o site "Sua pesquisa" em suas definições de ecologia e saúde mostra uma conceituação um pouco mais ampla em que diz "Um conjunto de atitudes INDIVIDUAIS ou EMPRESARIAIS, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiental e para as gerações futuras garantindo a sustentabilidade". 
        Ao ler ambos os conceitos podemos perceber que a responsabilidade ambiental mostra-se como um conjunto de atitudes que um cidadão comum e uma empresa devem ter para que desta forma haja o menor número de problemas ambientais possíveis. Lembrando que não devemos confundir com responsabilidade social, que são situações e objetivos diferentes.
        Mas afinal, quais são estas atitudes? Como elas podem ser aplicadas?  Podemos dividir as atitudes em duas sendo cada uma aplicada de diversas formas: A responsabilidade ambiental individual e a responsabilidade ambiental empresarial. Ambas tem o mesmo objetivo de proteção da natureza e disseminação da sustentabilidade e da responsabilidade que temos perante o meio ambiente.
        Nas questões individuais, além das atitudes clichês como a reciclagem, coleta de óleo de cozinha, podemos também citar o uso de produtos com certificação ambiental de empresas que respeitam o meio ambiente e seus processos produtivos, comprar apenas eletrodomésticos com baixo consumo de energia, economizar energia etc. São situações que cada um pode colaborar de formas simples e básicas. Já na parte empresarial podemos citar alguns pontos desconhecidos como a implantação de um sistema de gestão ambiental  na empresa, pensar na criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental, treinar e informar os funcionários sobre a importância da sustentabilidade, dar preferência para o uso de fontes de energia limpas e renováveis. 
        Todas estas situações citadas são importantíssimas para que cada um consiga colaborar um pouco mais para a preservação ambiental e a sustentabilidade. E acima de tudo é uma forma contrato com a natureza, onde nos responsabilizamos de colaborar com seu ciclo natural e com seus limites. Apesar do pouco conhecimento que a sociedade tem sobre o tema, podemos encontrar diversas noticias, artigos e teses aprofundadas e que são importantes para que cada uma faça sua parte!
 
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. SITE: AGROSS - Responsabilidade ambiental. www.agross.com.br/responsabilidade_ambiental.pdf .

2. TEXTO: "Estudo sobre responsabilidade ambiental", de Janiere Portela Leite Paes (disponível em: www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=6273).

3. SITE: SUA PESQUISA - Responsabilidade ambiental - o que é, sustentabilidade, meio ambiente e gestão ambiental. www.suapesquisa.com/ecologiasaude/responsabilidade_ambiental.htm . 

4. TEXTO: "Responsabilidade ambiental: os mecanismos do direito na preparação dos danos e da preservação do meio ambiente", de Thiago Silva Braga (disponível em: www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2011_2/thiago_braga.pdf).

 
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15/02/2014 19:52

Estrutura fundiária no Brasil

(Escrito por: Beatriz Nunes)
 
        A história do Brasil é fator determinante para entender a atual situação do campo no país. Desde o período colonial, as capitanias e as sesmarias definiram a formação espacial brasileira, sempre beneficiando os poderosos e latifundiários.  Esse quadro permaneceu e na Lei das Terras, de 1850, ficou decidido que as terras devolutas só poderiam ser adquiridas por meio da compra, o que novamente dificultou o acesso a ela pelos menos favorecidos .
 
        A estrutura formada no campo é maioritariamente concentrada, enquanto as terras que fornecem a grande maioria do alimento brasileiro são mal distribuídas e postas nas mãos de poucos. Diversos motivos levam a essa concentração, que como já foi dito anteriormente é associada a uma questão histórica, onde o latifúndio e a expropriação de terras marcaram presença. Outro fato do campo é a industrialização da agricultura, processo que leva ao campo uma nova relação da divisão do trabalho.
 
        Ao passo que os grandes proprietários dominaram o campo, movimentos de contraespaço também estiveram presentes na história e na atualidade. A insurreição dos índios tapuios, para recuperar as terras e a liberdade tomada pelos portugueses, guerra dos Palmares, Canudos e Contestado, colonos nas fazendas de café, as lutas de Trombas e Formoso, as ligas camponesas e o MST, sendo esses dois últimos os mais recentes, são o espelho da desigualdade e mais ainda, a expressão viva de que a situação no campo não contenta a maioria. É importante lembrar que o apoio dado pelas instancias superiores do poder (Coroa e Estado) sempre apoiaram as grandes propriedades de terra, facilitando o acesso e o crédito para elas visando o lucro e a acumulação de capitais. Dessa forma, o acesso das pequenas propriedades ao crédito é dificultado ou até mesmo negado, valorizando os latifundiários, e, por conseguinte os camponeses são obrigados a vender as suas propriedades, ou aceitar a mudança para outras formas de trabalho, como o assalariado, parceria, para sobreviver. Dai a grande migração para os centros urbanos, ou centros próximos, em busca de melhor qualidade de vida.
 
        Nos últimos tempos o movimento pela redistribuição das terras se tornou mais organizado e ganhou cunho nacional. Entre os anos 50 e 60 surgiram as ligas camponesas, e nos anos 80 o MST. A resposta dos governos a essas demandas sociais foi diferente em cada caso. João Goulart, por exemplo, teve uma postura favorável a esses movimentos e criou a SUPRA (superintendência da política agrária), mas qualquer tentativa de resolução foi sufocada pelo golpe militar instaurado no ano de 64. A partir de então se iniciou uma política governamental de supervalorização da grande propriedade. Os governos militares se mostraram contra a reforma agrária, e nessa época teve inicio uma verdadeira caçada aos lideres políticos dos partidos, e aos envolvidos na luta pela terra. Muitos foram presos, outros mortos e desaparecidos, padres, advogados e simples camponeses foram mortos, por estarem do lado fraco. Entre as décadas de 64 e 73 os maiores índices de violência aconteceram na Zona da mata nordestina, onde se concentram principalmente as usinas açucareiras. Entre 74 e 83 a violência começa a se espalhar em grandes números pelo Brasil, com grande foco na região do “Bico do papagaio”, no leste paraense e vales do Pindaré e do Mearin no Maranhão.
 
        Durante a “Nova República”, inicialmente comandada pelo Presidente José Sarney, houve uma tentativa demonstrar que o período totalitário havia passado, e que essa nova república traria tudo o que foi perdido nas questões sociais da ditadura passada. Sendo assim, José Sarney criou o 1º Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e para a implantação do plano criou o MIRAD (Ministério da reforma agrária). Contudo, nessa mesma época deu-se a criação da UDR (União Democrática Ruralista) que conseguiu desmobilizar as tentativas de ações do governo, levando a um pequeno número de assentados, muito longe das primeiras expectativas do plano. Entre 84 e 89 houve uma ampliação do número de assassinatos, esse fato pode ser associado a atuação da UDR contra o PRNA, contra os posseiros, contra qualquer movimento oposto as ideias deles.
 
        Depois de alguns anos, no governo do Fernando Henrique Cardoso o número de assentados foi ampliado pela pressão social, no entanto a resposta do governo ao MST foi a repressão policial ou ainda a criminalização das lideranças. Várias estratégias foram adotadas por esse governo para desmobilizar o MST, inclusive usando a mídia. 
 
        A concentração de terras no território mostra uma situação desanimadora. A maioria das grandes propriedades faz um uso não produtivo do solo, fazendo das pastagens uma maquiagem dessa realidade, enquanto a pequena propriedade faz o uso produtivo do solo, ocupando mais da metade com a lavoura e pastagem. Sem contar que a maioria não pagou o ITR. Em 1994 83% deles, com mais de 5000 ha, sonegaram o imposto. 
 
 
 

        As lutas entre jagunços- pistoleiros contra posseiros é uma tentativa dos últimos de vencer a grilagem das terras, e dos primeiros de atenderem as necessidades dos grileiros e latifundiários. Uma luta que já derramou muito sangue.

        Esse é um quadro geral da história das lutas no campo, que desde a chegada do português acontece no nosso território. É importante entender que as desigualdades não são exclusividade das cidades, e que aqueles que migram do campo para elas têm seus motivos e buscam uma vida melhor, porque se pudessem escolher entre ficar ou migrar, com certeza escolheriam fica  e ter um pedaço de terra para viver.
 
        Uma luta pela terra, pela verdadeira produção, pelo fim da grilagem e da obtenção de terras com intuito especulativo, pelo direito dos índios, dos posseiros, dos seringueiros, dos camponeses e de todos os outros que buscam na sua jornada chamada vida os seus direitos.
 
 

Referência Bibliográfica:

*O texto foi baseado na obra de Ariovaldo Umbelino de Oliveira, “A Geografia das lutas no campo”, inclusive todos os dados estatísticos presentes no texto se encontram nessa obra.
 
 
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04/02/2014 19:00

Como superar o giz e a lousa ? As Interfaces do debate nas aulas de Ciências como meio de ensino e a formação de seres críticos.

(Escrito por: Vitor Martins Menezes)
 

        A Ciência, por ser uma disciplina que possui diversos tipos de visões, análises e críticas, tanto pelo fato de ter diversos pensadores e pesquisadores em sua área e tanto por ser uma disciplina que se encaixa nas “Ciências Naturais (da Natureza)” – onde nem sempre podemos dizer que temos 100% de certeza de algo, por não termos total controle para com os fenômenos naturais, deve ser uma disciplina onde a visão do Aluno deve ser exposta, sendo assim, aceitando que a lógica que o mesmo também possui seus conhecimentos e visões de mundo; e dessa forma excluindo uma das afirmações do Senso Comum: de que o Professor é detentor de todos os saberes na sala de aula. Nesse parâmetro, também vale ressaltar que a Ciência é oriunda da Filosofia, logo a Ciência possui alguns aspectos semelhantes à Filosofia, como a reflexão de ideias, discussões, interpretações comumente constituídas de um embasamento de todo o conhecimento, entre outros.

            Quando o Aluno expõe suas ideias, é de extrema importância que o Professor não o negue, ou seja, não diga “logo de cara” que a sua afirmação está errada. Afinal, mesmo que o Aluno venha a cogitar uma resposta errônea, é preciso saber que cada um possui uma determinada criação cultural, e isso pode influenciar em seus argumentos.

            É necessário que o Professor trabalhe em cima da visão do Aluno, para que dessa forma um debate possa acontecer. Ele pode sugerir a sala perguntas que possam vim a estimular o debate.

            Ao estimular o debate, além de estarmos fugindo de um modelo de aula que estamos acostumados a ver nas “escolas de massa”, onde o Professor pede para que os Alunos abram os livros didáticos em uma determinada página, e ele passa algumas horas falando sobre o tema, sem que haja uma interação com as ideias e visões do Aluno, estamos também incentivando o senso crítico dos educandos, uma vez que, em um debate, é de extrema importância que os Alunos venham a expor suas ideias de forma bem elaboras, e também precisaram respeitar as ideias de seus colegas, mesmo que ele não concorde. Dessa forma, a chance de estarmos formando Alunos que venham a se tornar cidadãos reflexivos e ativos é grande.

            Porém, para que se haja um bom debate, além dos Alunos exporem suas ideias e visões, os Professores precisam exercer um bom comportamento perante a sala, pois o ensino não é algo geral da comunicação e da informação, logo as informações que serão apresentadas durante o debate precisam vim a ser organizadas e sistematizadas, por alguém que as domine (o Professor), com a intenção de se produzir conhecimento, e posteriormente, aprendizagem. Os educadores precisam ter uma certa “liderança” para que o debate não fuja do controle e não perca o foco. É necessário que o Professor saiba “manejar” um conhecimento prévio do Aluno. E para realizar tal façanha, é precisa que sua Autoridade entre em jogo. Vale ressaltar que de maneira nenhuma, o Professor deve confundir Autoridade com Autoritarismo. Pois uma relação de Autoridade visa o crescimento e a autonomia do Aluno. Já uma relação de Autoritarismo não influenciará em um bom debate, pois a verdade será única: a do Professor.

            O Senso Comum geralmente afirma que o Aluno é um ser dependente, que está ali para receber depósitos do Professor (para repetir tudo depois na prova), além de ser uma pessoa incapaz de criar; porém devemos ver os educandos como seres pensantes, capaz de raciocinar, de refletir e de, sobretudo, criticar. E quando enxergamos dessa forma, um modelo a ser empregado é o que o Professor participe, principalmente no sentido de auxiliar os Alunos a reconhecerem suas crenças e encaminha-los para uma melhor reflexão. E a realização de debates é um dos caminhos para que se possa desenvolver esse proposto.

            Vale sempre ressaltar que não existe uma única regra para promover a aprendizagem. Além do debate, existem outros métodos eficientes. Cabe ao Professor adaptar sua forma de ensinar, em decorrência de seus Alunos, pois nem o mais cobiçado modelo de ensino pode vim a dar certo em determinada sala de aula. O Professor também precisa ser crítico, e escolher a melhor forma para levar seus Alunos a uma Aprendizagem Significativa.

            Precisamos, de forma imediata, impedir que os segmentos dominantes da sociedade, continuem a manipular o “restante” da sociedade. Mas como ? De diversas formas, e é claro que uma delas, senão a mais importante, é a Educação. É preciso formar Alunos transformadores. E para isso, também precisamos de Professores dispostos a mudar, Professores que ensinem de forma crítica (o debate é uma forma de estimular essa forma crítica), e acima de tudo: precisamos de Professores que ensinem com amor.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. TEXTO: “A escola e o ensino: o núcleo da didática” (Texto retirado das páginas 13 a 19 do livro “Didática” de Jaime Cordeiro).

2. TEXTO: “O Senso Comum” (Texto retirado das páginas 94 a 108 do livro “Filosofia da Educação” de Cipriano Carlos Luckesi).

3. TEXTO: Teoria e Filosofia: Autoridade e Autoritarismo.

4. Aulas de Fundamentos da Didática ministradas pela Professora Maria Elena Infante-Malachias durante o segundo semestre de 2013, no curso de Licenciatura em Ciências da Natureza, na Universidade de São Paulo (USP).

 

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14/11/2013 14:52
No dia 09/10/2013, o Projeto SEREM participou da Semana da Criança do Instituto de Educação Athenas, em Arujá, com a Atividade (Palestra) "Saneamento Básico - Processo Histórico/Cultural e Curiosidades", que foi ministrada por Vitor Martins Menezes.
 
 
Por motivos maiores, a atividade pode ser realizada somente com os alunos do o 2º Médio, 9º Ano A e 9º Ano B! 
 
No final da Atividade que foi realizada pelo SEREM, ocorreu uma dinâmica com os Alunos participantes!! Onde foi proposto que os mesmos fizessem uma paródia de uma música, com os temas apresentados na Palestra (e outros temas mais que eles soubessem sobre o Saneamento Básico)!!
 
As Paródias foram gravadas e postadas no Youtube. Veja uma delas (Esse vídeo é referente as paródias realizadas pelos Alunos do 2º Médio!! A Sala foi separada em dois Grupos: Meninos x Meninas):
 
 
Além das paródias, um dos Grupos (9º Ano), fizeram um excelente Poema sobre o Saneamento Básico. Segue abaixo o mesmo:
 
POEMA - COLOCAR
 
 
Para melhorar ainda mais a nossa particiapação na Semana da Criança do Athenas, o SEREM teve a honra de convidar (e ter o convite aceito) o Estevão Zago, que realizou uma excelente Palestra para o 8º Ano e para o 1º Médio B)!! Sua palestra é intitulada de: "Hoje você faz suas escolhas, amanhã suas escolhas fazem você"! Foi uma palestra que também contou com atividades com os Alunos.
 
 
Na foto abaixo, junto de Estevão, estão Joyce e Angela, que acompanharam Estevão e o ajudaram em sua excelente Palestra.
 
 
 
Na foto abaixo, a Equipe SEREM presente no dia: Vitor Martins Menezes, Karina Cardoso de Oliveira e Silas Rodrigues!! E os Ilustres Convidados do SEREM: Estevão, Joyce e Angela!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da esquerda para a direita: Angela, Joyce, Karina, Silas, Vitor e Estevão.
 
O SEREM gostaria de agradecer a participação de Estevão, Joyce e Angeça!! Além de agradecer o Instituto de Educação Athenas por mais uma oportunidade!! E também agradecer a participação de todos os Alunos do Instituto de Educação Athenas!!
 
Nossa parceria com o Estevão irá continuar!! Que venha muitos outros eventos!!
 
O SEREM TAMBÉM AGRADECE A TODOS VOCÊS LEITORES DE NOSSO SITE!!
 
(Sugestões, dicas, palpites, ideias, etc., basta entrar em contato com a gente, estaremos sempre dispostos a ouvir vocês!!)
 
 
SEREM, 2013.
 
25/09/2013 05:47

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